Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

terça-feira, 31 de julho de 2012

Enkheduanna

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Gosta de História e escreve poesia a filha de Sargão de Akkad. Debruça-se sobre a tabuinha de argila, ainda fresca, e afasta a bela trança. Escreve hinos a Inanna, a deusa lunar. Quem assim a vê, nem percebe o seu inaudito valor de menina. Um dia será sacerdotisa. Letrada, escreve sem parar, enquanto seu pai segue os rumores da guerra. 

Impressionado, cem anos depois, o príncipe Gudeia há-de recolher numa biblioteca os escritos da primeira autora conhecida. Passaram mais de quatro mil anos e à terrível deusa já ninguém consagra hinos.


                                                                                          Ana

Para saber mais:

7 comentários:

Isa Lisboa disse...

Gostei muito de conhecer esta mulher!
Beijos

Jorge disse...

Um belo texto sobre uma Mulher que marcou um tempo e que o Tempo ignorou.
Um abraço,

vieira calado disse...

Não conhecia a estória.
Mas também é para isso que servem os blogs.
Já as redes sociais, para mim, pouco valem...

Bjsss

Fa menor disse...

É sempre bom conhecer um pouco mais de História :)

Beijinhos

Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Também não conhecia a história, mas fez-me voltar aos meus tempos de liceu em que papagueávamos: Ur, Uruk,Lagash e Kish.
Quantas mulheres estarão escondidas, não fisicamente, mas idealisticamente escondidas, por esse mundo?
Parece que, finalmente, as minhas filhas vão ter férias.
Beijinho, e bom fim de semana.
Isabel

Sonhadora disse...

Minha querida

Um profundo texto sobre essa mulher que marcou uma época...não conhecia.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

São disse...

Obrigada por me dares a conhecer a filha de Sargão, que felizmente não foi esfoladfa viva pelos cristãos como fizeram a uma das mais geniais matemáticas de sempre.

Um abraço grande