Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Injustiças...

António Pedro


Caem secretos imersos
Imensos
Húmidos cinzentos
Incensos
Desertos tombam dispersos

Os sonhos que voam
Ecoam
Não findam

Não vingam
As injustiças que troam


Ana






8 comentários:

Rogério Pereira disse...

Não findam
Não vingam

Poetas não deixarão
E que sente seus poemas, também não

São disse...

Os sonhos acabarão até por se realizar, algum dia!

Abraço grande, Aninhas

Jorge disse...

Impressionante poema em que os sonhos e a dura e injusta realidade se encontram entrelaçados.
Bjs
J

JP disse...

Há sempre injustiças...quando tratamos de sonhos.

Sonhamos e vivemos, o que nem sempre é a mesma coisa. Valha-nos a poesia...

Beijinhos

Olinda Melo disse...


Querida Ana


Os Sonhos, tomando a dimensão da alma humana, conseguem ter uma força maior que as injustiças e não findarão.

Como sempre, belo!

Bjs

Olinda



Bípede Implume disse...

Querida Aninha
Finalmente cá estou.
Como já aqui disseram: Ah se não fossem os poetas...a maneira de ultrapassar tudo isto seria muito mais difícil.
Beijinho
Isabel

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Minha querida Ana

Um dia os pesadelos darão lugar aos sonhos.
Lindo sempre ler-te.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

Fê Blue bird disse...

É esta dor da injustiça minha amiga, que nos fere que nos atinge como punhais.

Obrigada pela força.
beijinho