Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Anil

Cesar Rengifo, pintor venezuelano

Além
Há um azul líquido
Que escorre
Nos incertos dias

Anil luminoso
Do grito dos homens
Que escorre
Nos incertos dias
Lavradas euforias
Inundam essas ruas
De nuas alegrias

Anil tão azul
Na fome dos dias
Aquém


Ana




Nota: cerca de um milhão de portugueses vive na Venezuela.

8 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Era então verde
a cor da esperança
e Chaves era eleito
com a maior participação
eleitoral de sempre

Nunca se vira
esperança tão verde

Alguém então
toma uma decisão
e
no dia seguinte
o preço do crude
bateu no fundo

Nota: do milhão desses portugueses, quantos apenas falam castelhano?

Ana Tapadas disse...

Eu só semeio a inquietude, perante o sofrimento humano...

Abraço

São disse...

A América Latina está , oxalá me equivoque , a um passo do abismo...provocado

Amiga, que pena as pessoas nunca serem prioritárias para os Donos do Mundo!

Beijinhos

Edumanes disse...

Anil rima com vil,
vil é coisa de ordinário valor
terá sido por isso que a liberdade
chegou em Abril, para derrubar o ditador!

Bom fim de semana, amiga Ana, um beijo,
Eduardo.

Fê blue bird disse...

Viver sem futuro, é para mim, o maior sofrimento da humanidade.

Um beijinho grato minha amiga

Graça Pires disse...

A fome. Tantos que emigraram à procura de um futuro melhor...
O teu poema, Ana até dói...
Beijinhos.

Sara com Cafe disse...

anil! há muito não ouvia falar...
azul, lembro tanto do azul.
saudade da minha mãe.

abraço profundo.

heretico disse...

beijo