Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sábado, 25 de abril de 2009

A Um Poeta



Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afugentou as larvas tumulares…
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera um só aceno…

Escuta! é a grande voz das multidões
São teus irmãos, que se erguem! são canções…
Mas de guerra… e são vozes a rebate!

Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faz espada de combate!

Antero de Quental


4 comentários:

Vieira Calado disse...

O Antero era, de facto um grande poeta do sonho!


Bjs

Flor ♥ disse...

Oi, Ana!

Um grande abraço e parabéns aos portugueses por esta data tão importante! Tudo a ver este poema de Quental!

Beijinhos, querida!

Flor ♥

€ster disse...

Oi amiga,

Estou passando para pedir um favorzinho, se der para vc votar no blog Esterança nesse link abaixo, ficarei muito agradecida!

http://elainegaspareto.blogspot.com/


ou passe lá no Esterança, o link direto está lá,


Obrigada, viu...!



bjs!

Luis Bento disse...

Tropecei no seu espaço por acaso...Boa surpresa. Palavras alinhadas com esmero. Outros olhares, outros sentires...Merece outra visita e outra e mais outra...