Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sabes?



David Garza, La Mujer que Vuela


Eu sou uma criança tonta

Que se embriaga de luz ao alvorecer
E desafia o porvir numa afronta
Que só a força do Amor fará vencer!


Sorvo, atordoada, o nevoeiro...
Sinto a dor aguda da saudade!

Amor único, Amor primeiro,
O tempo não morre na eternidade!

Não temo, não receio o mundo,
Nem tão pouco ele a mim teme.
Mas queria, num sorriso bem fundo,
Tornar firme toda a mão que treme!

Vejo no Amor um viver constante,
Feito de fiel e seguro caminhar.
Que importa a distância entre o levante
E a hora do sol, futuro, se espraiar?

O sol é nosso e a luz também!
O Amor que temos é o astro - rei.

A tua vida é a luz que à minha vem
E me leva a píncaros que nem eu sei...

Ana

15 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida Ana
Muito belo e terno o teu poema, gostei muito de ler.

Beijinhos
Sonhadora

Gerana Damulakis disse...

Sei.
Sei que a poeta é doce e forte, tece versos com paixão, com amor, como quem traz dentro um vulcão, como quem afaga singelamente uma pétala, uma flor.

Renata Luciana disse...

poema que tem o sabor dos meus dias.

Atravessa os mares e alcança-me a pele.

LUNA disse...

Lindo poema, cheio de vida, de esperanza, de ingenuidade...
Assim deve ser o amor, cheio de esperança, cheio de sentimentos puros, de força de luz.

Que a primavera nos traga todos esses sentimentos....
Beijinhos

Andradarte disse...

Gostei do ramo de amendoeira...Belo
Sinto a dor aguda da saudade!
....................
Vejo no Amor um viver constante,

Beijo

Sam Seaborn disse...

Sei muito pouco… e “Sorvo, atordoado” mais um belíssimo poema teu… Teu uma Páscoa Feliz Ana.

Vieira Calado disse...

Gostei deste seu poema

a enaltecer o amor.

E, já agora aproveito para lhe desejar uma Óptima Semana Pascal.

Bjs

Andradarte disse...

Pois é...como as cerejeiras são
lá das Beiras, eu confundi....mas há
pior..;já chamaram às Zebras do meu,
Cavalos....??
Mas gosto muito na mesma Todas as
flores de árvores de fruto, são lindas.
Beijo e Festas Felizes.

Luma Rosa disse...

"O tempo não morre na eternidade" e assim como os sentimentos não possuem medida. O amor conclui-se poderia durar a eternidade :D Beijus,

Sylvia Araujo disse...

Seria tão bom se todos se embriagassem assim. Sentir o gosto da vida e ter o peito de amor é o que me faz seguir.

Lindíssimo poema, Ana. De uma pureza suculenta.

Um beijo enorme

Sofia Carvalho disse...

Não sabia Ana, mas fiquei a saber al ler o teu lindo poema;)
Beijinhos e boa páscoa;=)

Valvesta disse...

Páscoa, momento de únião, de parar para refletir, de ver a vida diferente, de ver em cada um a pessoa de Jesus, perdoando, amando mesmo sendo gente como a gente.
Jesus morreu e ressucitou para mostrar ao mundo o verdadiro sentido da vida.
Amou-nos numa cruz.
Feliz páscoa.
Um abraço no coração ♥

Salomé disse...

Que bonito poema professora.
Gosto tanto de ler este seu blog, tão doce e calmo mas também tão apaixonante e enigmático.

Beijinho*

Fernando Campanella disse...

...A tua vida é a luz que à minha vem
E me leva a píncaros que nem eu sei...

Que beleza de versos, hein? Todos que amam precisam saber disso que você diz. Grande abraço.

disse...

Que poema tão lindo,tão apaixonado!
Eu não mudei o título, mudei a descrição :)
Bj