Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Céu Plúmbeo


Castel del Monte - Abruzzo (wikipedia)

Olha, no céu plúmbeo uma pomba
voa serena sobre o verde e as flores.
Anda, retira de tua alma as dores
e aspira o pólen de vida que tomba.
*
Que tomba da corola solene e bela
E perfuma o cinzento de silêncio e ar!
Leva doçura à alma eleita para amar,
traça com tuas mãos a felicidade singela.
*
Singela na beleza e o seu raio inunda
a alma triste onde a saudade dói...
com ecos de lonjura, fera e rotunda!
*
Plúmbeo o céu, o sol o cinzento destrói.
E não temas, tu és a razão profunda...
Ama! Pois afinal a vida se constrói.


Ana

5 comentários:

alex campos disse...

Sempre inspirada.

Um beijo

Bipede Implume disse...

Uma tragédia imensa.
Este poema expressa bem a antecipação dessa tragédia. Uma dor muio grande pela perda de vidas e perda de património belissimo.
Sempre atenta, amiga.
Conheci a Janaína e o Luis. Ainda estou saboreando este encontro.
Beijinhos e um obrigada muito sincero pelas palavras amigas.

Cristina disse...

Lindo fotografia.
Boa festa de pascoa!
Amizades.

duarte disse...

há na primavera ventos ferteis e sábios insectos...
gostei.
abraço do vale(já frutificado)

Andradarte disse...

Até a Natureza ajudou a tornar bela esta foto..
Venho desejar uma Santa Páscoa.
Beijo