Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Ainda amo...

Cá de casa.






É um tempo que se escoa. Foge nos dias longos e quentes. Corro porque me esperam. Trabalho. Trabalho. Trabalho ainda. São dias vivos, preenchidos por olhares iluminados.




Cá de casa.

Ainda amo... o olhar doce e inquieto dos adolescentes.





Cá de casa.



Ainda amo...os meus alunos.





Cá de casa.


Faz frio. Há nevoeiro. Tanto vento! Esticaram e aqueceram os dias... e corro, corro ainda. Ah, o trabalho! Há o trabalho. Sempre novo, instável, fluído na burocracia intensa. Exaustos os dias.




Cá de casa.

Fora da realidade virtual. Imersa no labor dos dias que voam.
Colhamos, hoje, os frutos! Colhamos, hoje, os frutos na fragrância dos dias! Livres voarão, fortes correrão...e, eu concluo, humildemente: ainda amo as flores! 



Ana



4 comentários:

Edumanes disse...

Você ainda ama,
continue a amar
quem não se cansa
continua a andar.

Lindas são as flores,
bem, você, as escolheu
encarnado e outras cores
nas imagens as vejo eu!

Tenha um bom fim de semana amiga Ana e, se já estiver de férias que sejam bem ao seu gosto.
Beijinhos.

Rogerio G. V. Pereira disse...

quando te leio

tenho pena
de nunca ter sido professor
daqueles que são tratados por s´tôr

depois penso
que também corro, e não me canso

e a pena passa

Mar Arável disse...

Incomensurável
Bj

Graça Pires disse...

Ana, claro que amas as flores, o olhar dos adolescentes, e tudo o que te rodeia. Amar-te-ás a ti mesma? Tem cuidado contigo, Amiga.
Um bom fim de semana.
Um beijo.