segunda-feira, 27 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Rumores...
Ana
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domingo, 19 de maio de 2013
Trovoadas do Sul...
| Flor da Rosa, Crato, José Alves-2013 |
Eu, professora, me confesso e podeis culpar-me da tristeza fria desta Primavera. A sanha dos governantes bem pode investir contra o muro secreto dos meus sonhos enquanto o teu olhar contiver os lampejos do futuro. Outros me antecederam na escrava tarefa do pedagogo.
| Flor da Rosa, Crato, José Alves-2013 |
Eu, professora, me confesso de todos os Domingos de árduas tarefas e das noites longas de trabalho sem repouso. Podeis culpar-me de todos os fracassos e dos longos silêncios dos cobardes. Hei-de deitar-me exausta, mas acordarei com um sorriso, porque o meu labor é urdir a esperança.
| Alto Alentejo, José Alves-2013 |
Eu, professora, me confesso na sanha destes dias sem futuro. Podeis igualar-vos na malícia ambiciosa do poder, mas o vosso espírito viajará eterno para um lugar impuro. Para a malévola morada dos corruptos onde as cores do Verão se hão-de instalar numa qualquer curva da História que, hoje, esqueceis.
| Flor da Rosa, Crato, José Alves-2013 |
| Flor da Rosa, Crato, José Alves-2013 |
Eu, professora, me confesso deste céu carregado de trovoadas do sul e do ribombar de todas as culpas dos homens fracassados. Podeis acusar-me da exigência que pratico e da distância que instalo entre os abutres que se aprazem na chacina e os homens que sonham o Futuro.
Ana
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quarta-feira, 15 de maio de 2013
Gérmen
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
O trabalhar disforme da alma!
O acelerar do pensar é o sonhar...
Vacilante ou nevrálgica doença de nós;
Ladrão de sossego queimando a calma;
Gérmen que rodopia no meu mar...
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Esta teia de infinito, esta senda,
Onde a neblina refresca a certeza!
Impera a morte da tristeza...
O suavizar sereno da constância
E o doce tinir de almas em fragrância!
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Ódio que se torna silêncio e opróbrio...
E vagueiam aladas sibilinas verdades
Que incomodam as falsas serenidades!
Pois que gérmen de Amor incomoda e trucida
Os fragores irreais de sonhar homicida.
Ana
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
Calema...
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| Innes Mcdougall |
Hei-de enfrentar teimosamente o Futuro.
Defenderei até ao fim a Verdade,
Porque a Justiça é o meu ideal mais duro,
Porque o meu peito traz consigo a Vontade!
Serei a criança, sorrirei às estrelas,
Porque existem coisas belas, hei-de defendê-las.
Ainda que me apontem o dedo em riste...
Irei dizer que a Vida ainda existe!
Calema, sob o verde das águas, cresce...
Abril já partiu e os homens hoje oraram,
Mas secretamente Setembro decresce...
No fulgor de impérios que naufragaram.
Ana
*Para a Isabel.
sábado, 11 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Para além do fim
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Entrou sozinho pela noite dentro. No peito levava a amargura de uma vida construída golpe a golpe na crueza desta selva humana.
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Caminhou lenta e tristemente por entre o piar de um mocho distante e chamou Creonte...
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Lá ao longe, um regato desenhava-se majestoso e dolente... estendeu então os braços ao alto, gritou a raiva que sempre o dominou e despediu a alma já gasta e podre.
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
E a barca chegou e levou-o. Na sua frente o inferno da vida esperava-o.
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Com os braços abertos, entrou sozinho pela luz dentro...
José Alves
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quarta-feira, 8 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
A tirania...
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Espaço sereno da minha memória que não roubarás jamais. Daqui não podes mandar-me a outros lugares, pois este é o meu mundo. Conheço a doçura dos aromas e o acre das estevas viçosas sob este inquieto sol de Maio.
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Há riquezas que não roubarás, sonhos que não podes destruir...por mais que faças, as nuvens rumam num futuro incerto. Não fales da desesperança se nada conheces dos ecos destes lugares.
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Exausta, caminho ainda e o meu sangue regenera-se. Anteu reforça-me em cada passo e, tu, imberbe fulano, que te julgas poderoso na ruína que somos, por esta hora vadia, talvez escolhas uma inexacta cor para tingires o cabelo...
| Alto Alentejo, 2013 - José Alves |
Descansa. Eu caminharei por aqui e já por estes campos perdi o peso dos meus dias...assim, não serei a gordura do teu «Estado».
Ana
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