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segunda-feira, 23 de março de 2009
Alma Alentejana - II
Zé
A gateira na porta do celeiro
E ao monte a volta do moleiro!
O pastor de falas curtas
E as bagas negras das murtas.
*
As migas na sertã, os homens duros,
Os campos sem água, os sonhos puros.
As tardes mornas, o regato seco no verão
E no meu espírito a imagem do suão!
*
Levo o Alentejo comigo,
Quero reparti-lo contigo!
As belezas do seu sol-pôr,
A sua charneca em flor...
*
Levo-o nos meus passos largos
Que vencem a planície sem embargos.
Levo a sua extensão no meu olhar
E o seu calor para te amar.
Quero reparti-lo contigo!
As belezas do seu sol-pôr,
A sua charneca em flor...
*
Levo-o nos meus passos largos
Que vencem a planície sem embargos.
Levo a sua extensão no meu olhar
E o seu calor para te amar.
A sinceridade deste mundo agreste,
Os seus ideais e a força campestre.
Na voz levo a sua lassidão...
O seu temperamento uno na paixão
*
É alentejana a minha alma.
O meu ser revoltoso, a sua calma...
Sou simples, sou assim,
Levo o Alentejo em mim.
Ana
Os seus ideais e a força campestre.
Na voz levo a sua lassidão...
O seu temperamento uno na paixão
*
É alentejana a minha alma.
O meu ser revoltoso, a sua calma...
Sou simples, sou assim,
Levo o Alentejo em mim.
Ana
domingo, 22 de março de 2009
Alma Alentejana - I

Edgar Pereira
Faça o que fizer, nestes dias de Primavera, a terra clama. É um apelo ancestral, vindo da infância, dos tempos em que corria pela planície e os seus odores enchiam de sonhos o porvir.
O Alentejo entrega o Homem a si mesmo, num especular sentido iniciático e primordial. Tanto pode provocar um terror primitivo, naqueles dias de trovoada feroz, como encher-nos de uma tranquilidade nativa e irracional ... varar a planície, na velha bicicleta, é um retorno sem limites!
Ah...as coisas simples!
O Alentejo entrega o Homem a si mesmo, num especular sentido iniciático e primordial. Tanto pode provocar um terror primitivo, naqueles dias de trovoada feroz, como encher-nos de uma tranquilidade nativa e irracional ... varar a planície, na velha bicicleta, é um retorno sem limites!
Ah...as coisas simples!

Kris Versew
Trago no olhar
Searas por mondar.
Campos de trigo
Vivem comigo...
*
Entre o montado,
O trigo ceifado
E a charneca florida
Nasceu minha vida!
*
Meu olhar apaixonado
Traz o monte caiado,
De casas branquinhas
E do gaspacho às tardinhas.
*
A minha aldeia,
A antiga candeia,
A lareira crepitando,
Os compadres falando...
*
Nos sulcos de arado,
No campo margeado
Deixei minhas penas,
Mas trago poemas...
*
Vi o contrabandista,
A voz do fadista,
O folclore rouco, profundo...
Eu trago o meu mundo.
Searas por mondar.
Campos de trigo
Vivem comigo...
*
Entre o montado,
O trigo ceifado
E a charneca florida
Nasceu minha vida!
*
Meu olhar apaixonado
Traz o monte caiado,
De casas branquinhas
E do gaspacho às tardinhas.
*
A minha aldeia,
A antiga candeia,
A lareira crepitando,
Os compadres falando...
*
Nos sulcos de arado,
No campo margeado
Deixei minhas penas,
Mas trago poemas...
*
Vi o contrabandista,
A voz do fadista,
O folclore rouco, profundo...
Eu trago o meu mundo.
As raparigas trigueiras,
O bailarico, as bebedeiras
- A miséria deste povo -
A açorda, o poejo e o ovo!
*
As bolotas assadas ao serão,
As anedotas até ao último tição!
As lendas de mouras encantadas,
O meu medo das trovoadas...
*
A água no coxo de cortiça,
A sesta à hora da preguiça...
O maltês e o dia do folar,
Trago o meu povo, o seu cantar.
*
As raposas assustadas,
As cachopas enamoradas.
Os gaiatos, a brincadeira,
Os homens, as mulheres e a canseira.
*
Nos meus olhos o verde escuro
E o sonho de trigo maduro.
A recordação do descampado
E do sobreiro sangrando desboiado!
/.../
Ana
O bailarico, as bebedeiras
- A miséria deste povo -
A açorda, o poejo e o ovo!
*
As bolotas assadas ao serão,
As anedotas até ao último tição!
As lendas de mouras encantadas,
O meu medo das trovoadas...
*
A água no coxo de cortiça,
A sesta à hora da preguiça...
O maltês e o dia do folar,
Trago o meu povo, o seu cantar.
*
As raposas assustadas,
As cachopas enamoradas.
Os gaiatos, a brincadeira,
Os homens, as mulheres e a canseira.
*
Nos meus olhos o verde escuro
E o sonho de trigo maduro.
A recordação do descampado
E do sobreiro sangrando desboiado!
/.../
Ana
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
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