Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165
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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Disrupturas

Foz do Minho - José Aves, 2019

Contemplamos, quase sempre, a outra margem...




Foz do Minho - José Alves, 2019

Nesta, ancoramos os nossos barcos.


Caminha - José Alves, 2019

Quem te enganou e te disse que as águas são azuis?


Tel Aviv, 2019

Quem te ensinou e te disse que os contrários se atraem e conciliam?


Ponte de Lima, 2019


Julgas que esta vila é de um conservadorismo e religiosidade ímpares?



Ponte de Lima, 2019


Acredita, a disruptura instala-se em qualquer parte!



Ponte de Lima, 2019


Nunca acredites nas aparências. O logro está em qualquer lugar. 


Ajuíza e sê justo.





segunda-feira, 22 de julho de 2019

Rotas de vida

Minho, Julho, 2019


Abate-se sobre nós um tempo remoto, uma memória de tribo e de jovialidade, de sonhos tecidos na luz e, ora, perdidos no silêncio dos anos. Paisagem eterna dos montes que descem de cumes incertos, lugares improváveis para se viver e os rios que cantam nos vales pasmados de verde.
Abate-se sobre nós este sol húmido de florestas desgrenhadas. Eternos e imaturos, frágeis como meninos, os inseguros caracteres de Agustina passeiam em lugares desconhecidos. 
Viagem, rota de vida, que o coração escolheu, mas que não extasia o olhar. Estilhaça-se a memória de um tempo estagnado na luz destes dias velozes.


Ana

domingo, 31 de agosto de 2014

De onde venho

Portugalsenior

O lugar de onde venho é húmido e respira no alto de montanhas enevoadas, cai a pique para vales verdes de imaturidade lamacenta que se redime curvada sob as aras de cultos ancestrais. São vultos rituais. Eles têm vozes graves, elas são barítonos em grau puro. 

José Alves, 2014

PS: assim terminou Agosto, depois de uma semana de chuva pelo Norte.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Flora

José Alves, Minho

Dias de cinza...
Espalham-se ao vento
Alojam-se na seiva.

Rumor silencioso,
Tão breves sussurros...

Erguer-te-ás todavia!
Que a lonjura te acolhe
Lá onde germina o dia.

Olharás o horizonte,
Perseguirás outra fonte,
Ousarás o Verão!

Vigorosos, os homens
Serão multidão...

Dias na brisa
Frementes florescem
E da ruína
Da secreta esperança
Brotará tua sina.

Não cismes agora
Que Flora se esconde
Nos ares tristes,
Na cinza infesta,
Nos braços nus
De uma floresta!


Ana



quarta-feira, 7 de abril de 2010

Minho


Viajo, sem máquinas, numa linha que se estende de Ponte de Lima a Monção. Curvas sobre curvas feitas de dramas e de silêncios. Gente alegre tagarela sobre a Cruz e a Páscoa e flores que crescem no quintal. Couves esguias testemunham palavrões inofensivos de uma linguagem redundante. O vinho espuma sobre a toalha imaculada. Missas e padres e anedotas brejeiras vão diminuindo o pantagruélico pão-de-ló. Risos e lágrimas de histórias antigas. Diminutivos nos nomes e campos desenhados de verde uniforme, intenso e vibrante na garganta do vale. É o Alto Minho.


Lagoas, Ponte de Lima

Ponte de Lima, orgulhosa de anais e História, enche-se de cruzeiros pascais de um roxo perturbador. Vaidades recentes sentam-se nas esplanadas e alinham-se em tribos de linhagens bem definidas. Um mar de carros invadiu o areal e brilha multicolor. Imigrantes e emigrantes, indistintamente, caminham pela margem do Lima e a velha ponte testemunha mais esta passagem.



CM de Monção, Palácio da Brejoeira


Sinais de alguma ruína assomam aqui e ali a recordar outros idos em que palácios se venderam e inscreveram as naturais castas desta terra desigual.
Bebamos esse verde.

Ana


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Caminhando pelo Alto Minho - junto ao Rio Lima

«Primeiro descobri isto.

Aquilo que a Fotografia reproduz até ao infinito só aconteceu uma vez:

ela repete mecanicamente


o que nunca poderá repetir-se existencialmente.»
*
Roland BARTHES, A Câmara Clara