Rara Avis
domingo, 31 de maio de 2026
Despertemos!
segunda-feira, 25 de maio de 2026
A Moleirinha
Com teias de luz e de silêncio,
Ao Sol ardente, tecia o seu sonho.
E dedos de vento moíam, moíam...
Grãos de vida na fímbria da Lua.
Sua tez trigueira, madura em grão,
Ao Sol poente, por veredas corria.
E dedos de vento moíam, moíam!
Trigo dos dias, na roda e em vão...
Menina, ainda, fermento de vidas;
Mulher, que sonhas, que findas?
Flora, na planura deste mar arável!
Amável velhinha, no moinho dos dias.
E dedos de vento moíam, moíam...
Grãos de vida na fímbria da Lua.
Ana Tapadas
Nota: não estive presente, pois a minha Madalena fez os seus cinco aninhos e, por isso, rumei a Alvor. As minhas palavras, essas, estiveram na celebração de um tempo passado próximo.
sábado, 9 de maio de 2026
Sinais de ruína
| A Torre das Águias foi edificada na extinta Vila das Águias, um aglomerado urbano que em 1361 se constituiu como sede de concelho, criado por D. Pedro I . |
Ana Tapadas, in, O VOO DAS ÁGUAS, Edições Toth, 2025
| Foi construída por volta de 1520 por D. Nuno Manuel, um alto funcionário do rei D. Manuel I, e apresenta um estilo Manuelino. |
| Vista a partir do alto da Torre |
| Interior da Torre das Águias (chão coberto de dejectos) |
Classificação patrimonial: https://imovel.patrimoniocultural.gov.pt/detalhes.php?code=70383
Como é possível que o Património histórico atinja este grau de ruína? Visitá-lo nem sequer é fácil, apenas a autorização dos proprietários do terreno nos possibilitou o acesso.
Vivemos, de facto, na "sociedade do espectáculo", onde as verbas se perdem naquilo a que os romanos chamavam de "pão e circo".
Cá fica a sugestão de leitura que se impõe:
segunda-feira, 27 de abril de 2026
De novo o luto...17 de Abril
Sala de Operações - nota de uma ausência
(Não pude estar presente, no dia 17 de Abril. Aqui deixo uma nota.
O luto impôs a viagem para Ponte de Lima, pois os meus partem em plena Primavera.)


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