Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Jorge Luís Borges - reler



Creta/José Alves



O labirinto


«Este é o labirinto de Creta. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra se perderam tantas gerações. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro, que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra se perderam tantas gerações como Maria Kodama e eu nos perdemos. Este é o labirinto de Creta cujo centro foi o Minotauro, que Dante imaginou como um touro com cabeça de homem e em cuja rede de pedra se perderam tantas gerações como Maria Kodama e eu nos perdemos naquela manhã e continuamos perdidos no tempo, esse outro labirinto.»

(Atlas - tradução de Miguel Angel Paladino)



Minotauro/Museu de Heraklion
José Alves



Voltarei sempre: ao coração do Mediterrâneo e à leitura de Jorge Luís Borges - fazem parte da minha construção do mundo.


terça-feira, 13 de julho de 2010

Europa: mito e realidade

 Europa: mito e realidade



«A princesa Europa nasceu no mediterrâneo e era filha de Agenor o rei fenício de Sídon, segundo os mitos gerados nas cidades que se levantam de um lado e do outro do Mar Egeu. Zeus, o deus dos deuses, tinha-se apaixonado loucamente por ela. Certo dia, a princesa passeava na praia com as suas companheiras, quando Zeus tomou a forma de um touro branco e, mansamente, se veio deitar a seus pés. Europa acariciou primeiro o animal e, depois, deixou-se subir para o seu dorso. Nesse momento, o touro levantou-se impetuosamente e cavalgando as ondas do mediterrâneo foi depositá-la debaixo de um plátano, na ilha de Creta,

mar de Creta - 2008

ilha onde Zeus tinha passado a infância. Diz o poeta Mosco de Alexandria, que Europa, rainha de Creta, foi “mãe de filhos gloriosos cujos ceptros hão-de acabar por dominar todos os homens da terra”. Este quadro da filha do rei fenício raptada por um touro, divindade cretense mas igualmente de fenícios e arameus, não fica completo sem uma referência ao sonho da bela princesa. 


 Knossos - 2008


Europa tinha tido um pesadelo perturbante no dia anterior ao rapto, no qual duas mulheres exigiam a autoridade sobre ela, uma delas representava a Ásia e declarava ser sua mãe; a outra que simbolizava um continente desconhecido (América), afirmava que Europa lhe tinha sido dada por Zeus.


 Creta - 2008

Nos mitos gerados no mar egeu, Europa é, deste modo, o nome que se deu a um novo continente que tem a Ásia por mãe. Sabemos hoje, através da arqueologia, que a civilização europeia viajou no mediterrâneo na proa dos barcos fenícios, e Creta é o seu primeiro pólo, mas que esta civilização  se desenvolveu  como resultado das ligações terrestres que uniram a Europa à Ásia através da actual Turquia.


 Heraklion - 2008

Se a civilização europeia nasceu na fenícia, é através de Ulisses que vem até ao ocidente mediterrânico, e até ao território actualmente português, trazida pelas diásporas fenícias, cartaginenses e romanas».


(Adaptado de http://www.umoderna.pt/tejo/turquia/re.htm)



(Quem me dera voltar a Creta! )

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Recordando...com saudade


Disco de Festos - Museu de Heraklion


Que a brisa de Creta,
Humana e recta,
Me acaricie assim
E me desprenda de mim
.
Quente, suave...
Voo de ave,
Céu branco,
Ténue e luminoso.
Olhar franco,
Doce e zeloso...
Que a brisa de Creta,
Rósea e clara,
Ave rara
Maternal
Fraternal
Inicial!


Ana

quinta-feira, 26 de março de 2009

Das Utopias


Zé - Heraklion

Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!

Mário Quintana

domingo, 31 de agosto de 2008

Dedalus


Knossos, 2008

Dedalus,
o arquitecto ciumento
chegou de Atenas.
Pasifae, desesperada,
busca o seu touro.
Sob o sol de ouro
a História recomeça
na Ilha...
Dedalus, ciumento,
assassino...
amigo da depravada.
Dedalus, construtor
na Ilha...
Tece o labirinto
com fios de ouro,
Pela Ilha...

Anna

A imagem "http://venus.rdc.puc-rio.br/kids/kidlink/khouse/kids/projetos/revista/labirinto1.gif" não pode ser mostrada, porque contém erros.

labirinto1.gif

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Kritiki Pelagos


Knossos - Creta

Dormes, meu amor,
com as cigarras
de Creta...
O mar verde
dos teus sonhos
segreda,
zela,
sussurra,
murmura
infindáveis nomes
dos deuses...
Dormes, meu amor.
Kritiki Pelagos,
Arconte dos teus sonhos,
ungiu-te
aqui...
Dormes, meu amor,
no meu seio
entre as flores,
no mar verde
dos meus olhos,
com as cigarras
em Creta.
Ana
Knossos-Creta

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ressurgiremos - Sophia de Mello Breyner Andresen


Ressurgiremos
Ressurgiremos ainda sob os muros de Cnossos

E em Delphos centro do mundo
Ressurgiremos ainda na dura luz de Creta
*
Ressurgiremos ali onde as palavras
São o nome das coisas
E onde são claros e vivos os contornos
Na aguda luz de Creta
*
Ressurgiremos ali onde pedra estrela e tempo
São o reino do homem
Ressurgiremos para olhar para a terra de frente
Na luz limpa de Creta
*
Pois convém tornar claro o coração do homem
E erguer a negra exactidão da cruz
Na luz branca de Creta
*
Sophia de Mello Breyner Andresen

Roteiro de Férias - até breve!

Creta ( Palácio de Knossos) - Wikimedia.org
Santorini - Wikimedia.org
Spignalonga - Wikimedia.org
Rodes - Wikimedia.org
Há uns anos que andamos de ilha em ilha - desde que convenci o meu querido marido a voar...e quando a vida o permite.
Até breve!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Jorge de Sena - Em Creta, Com o Minotauro

Forumcmpt.pt

Nascido em Portugal, de pais portugueses,
e pai de brasileiros no Brasil,
serei talvez norte-americano quando lá estiver.
Coleccionarei nacionalidades como camisas se despem,
se usam e se deitam fora, com todo o respeito
necessário à roupa que se veste e que prestou serviço.
Eu sou eu mesmo a minha pátria. A pátria
de que escrevo é a língua em que por acaso de gerações
nasci. E a do faço e de que vivo é esta
raiva que tenho de pouca humanidade neste mundo
quando não acredito em outro, e só outro quereria que
este mesmo fosse. Mas, se um dia me esquecer de tudo,
espero envelhecer
tomando café em Creta
com o Minotauro,
sob o olhar de deuses sem vergonha.
Jorge de SENA

Poesia – III, 3.ª ed., Lisboa, Ed. 70, 1989
http://www.citi.pt/cultura/historia_cultura/jorge_sena/