| Castelo de Vide |
Em compromissos velados, algumas
casas mantiveram as práticas (e as sinagogas escondidas) que o judaísmo lhes
instruíra. Os criptojudeus, forçados à
conversão por um baptismo na fonte central da vila, continuaram a dizer 'dessa
água não beberei', no que ao catolicismo dizia respeito, tudo isto
consagrado em rituais secretos e à sombra do medo. "As minhas vizinhas,
nas sextas-feiras à tarde, faziam umas cerimónias que eu nunca compreendi, e
uma delas colocava aqui uma vela [retira a tampa de um jarro de argila]. Ela
cortava em pedaços o rebordo do recipiente para lá dentro poder alojar a
candeia. Dizia que a luz não podia ser vista da rua. Faziam isto sem saber
explicar muito bem porquê".
(Carolino Tapadejo, em entrevista à
TSF.)
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| Fonte de Castelo de Vide |
Para quem se interessa por estes temas, aqui deixo uma ligação à excelente entrevista da TSF:
https://www.tsf.pt/portugal/sociedade/para-os-judeus-sefarditas-a-terra-prometida-nunca-foi-israel-e-portugal-e-espanha-11120912.html
















