Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165
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terça-feira, 31 de julho de 2012

Enkheduanna

google


Gosta de História e escreve poesia a filha de Sargão de Akkad. Debruça-se sobre a tabuinha de argila, ainda fresca, e afasta a bela trança. Escreve hinos a Inanna, a deusa lunar. Quem assim a vê, nem percebe o seu inaudito valor de menina. Um dia será sacerdotisa. Letrada, escreve sem parar, enquanto seu pai segue os rumores da guerra. 

Impressionado, cem anos depois, o príncipe Gudeia há-de recolher numa biblioteca os escritos da primeira autora conhecida. Passaram mais de quatro mil anos e à terrível deusa já ninguém consagra hinos.


                                                                                          Ana

Para saber mais:

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Memoricídios


Texto Editora


« "A nossa memória já não existe. O berço da civilização, da escrita e das leis foi queimado. Só restam cinzas." Ouvi este comentário em Bagdade a um professor de História Medieval, a quem detiveram,  poucos dias depois, por pertencer ao Partido Baas. Quando disse isto,  abandonava a moderna estrutura da universidade, de onde tinham saqueado, sem excepção, os livros da biblioteca e destruído aulas e laboratórios. Eu estava sozinho junto à entrada», coberto por uma sombra sem pausas, e apenas pensava, quiçá em voz alta, ou não pensava, que a sua voz fazia parte desse vasto, interminável e contínuo rumor que caracteriza, por vezes o Médio Oriente. Chorava enquanto me olhava. Creio que estava à espera de alguém, mas quem quer que fosse nunca chegou, e poucos minutos depois viu-o afastar-se, sem rumo, bordejando uma cratera enorme aberta por um míssil junto do edifício». (pág. 7)


Assim começa o livro que fala da destruição dos livros ao longo da História. Nele me embrenho...

domingo, 26 de julho de 2009

Memória de África





Depois de alguns dias de muito calor, neste Alentejo dourado, deixo- vos com uma Biblioteca Digital.
Trata - se de uma incursão no passado da História Portuguesa...é preciso olhar de frente o passado, para entendermos o presente.

domingo, 5 de julho de 2009

Feira Mundial do Livro Electrónico



São cerca de 330 mil obras em formato digital, em mais de 100 línguas, que poderão ser descarregadas gratuitamente até 4 de Agosto.

A iniciativa assinala o 35.º aniversário da colocação do primeiro eBook online, pelo fundador do Projecto Gutenberg, Michael Hart, a 4 de Julho de 1971, desde então, o número de textos gratuitos à disposição dos internautas não parou de aumentar, o objectivo é chegar a um milhão em 2009.

Entre os mais de 50 títulos em língua portuguesa, encontram-se: Os Lusíadas de Luís de Camões; várias obras de Camilo Castelo Branco, incluindo Amor de Perdição; Eça de Queiroz, A Cidade e as Serras, A Relíquia e As Farpas, com Ramalho Ortigão; Florbela Espanca , Livro de Mágoas; Cesário Verde, O Livro de Cesário Verde; António Nobre, ; Júlio Dinis, Uma Família Inglesa; Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa» e Fernão Lopes, Chronica d' El-rei D. Pedro I.

Consulte em

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Frágil ...transitório


Eva Barberini - carezza di luce



«Ah, como te torces dentro de ti! Também tu então nada sabias de ti! Também eu te trouxe a notícia das trevas onde hás-de acender a nova luz. Céus! Mas então eu fui necessário! Todo um mundo duvidoso esperava o novo Messias! Sofre amiga! Trago comigo a destruição dos mitos que inventaste, desses cómodos sofás em que instalaste o teu viver quotidiano, como esse em que estás sentada. Mas eu não te ensinei nada! Ninguém nos ensina nada, talvez, minha amiga. Só se consegue aprender o que nos não interessa. Porque o mais, o que é do nosso fundo destino, somo-lo: se alguém no-lo ensinou, não demos conta disso. Ensinar então é só confirmar».

Vergílio FERREIRA, Aparição, 70.ª ed., Bertrand editora, Lisboa, 2004, pág.95

Ler e/ou reler Vergílio Ferreira é sempre a "vertigem".


http://biblioteca.universia.net/ficha.do?id=30815173

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

HIPATIA, A BIBLIOTECÁRIA

Hipatia de Alexandria
Bibliotecária da lendária Biblioteca de Alexandria (Rafael)

"Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Theon, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos de seu tempo. Tendo progredido na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinham de longe receber seus ensinamentos."
A Vida de Hipátia
Sócrates, o Escolástico, História Eclesiástica
***
Era tão bela como sábia Hipatia de Alexandria. Sempre admirei esta figura feminina que caminhava, com passo firme pelos corredores reluzentes da sabedoria antiga, entre a Matemática e a Filosofia. Quando, na minha aldeia natal, ainda menina, lia furiosamente autores Antigos refugiada do sol flamejante da planície, imaginava-me a viver a vida dela. Alexandria ainda me fascina...
Hoje recordei Hipatia perante uma fútil conversa que ouvi, de relance, entre colegas...e conclui que é bem verdade que «Hay que passar por los infiernos de la vida para llegar a escuchar los números de la própria alma», como diria Maria Zambrano ( Delirio y Destino).