Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Horológio de Andrônico

 

Torre dos Ventos, Andrônico de Cirro, 30 AC, Atenas (Fotografia: José Alves)

    Do alto dos seus doze metro de altura, A Torres dos Ventos servia como um relógio público, incorporando relógios de sol, uma clepsidra (relógio de água) e uma rosa dos ventos. Terá sido uma das primeiras estações meteorológicas da Grécia.
    Vem-me à memória este monumento e sinto esse espanto que sempre me habita, quando deambulo por Atenas. Entre o caos da cidade e a minha falta de conhecimento da Língua grega moderna, sinto-me perdida, mas abraçada por um conhecimento Antigo que, infelizmente, fomos desperdiçando neste pós Modernismo individualista e decadente. 
    Olhando em redor, avisto as agruras trágicas que as intempéries trouxeram às nossas gentes. O sofrimento, a tristeza que a todos assola...a fragilidade imensa das nossas terras interiores e dos nossos areais nem sempre respeitados. Este caos é de outra natureza e, nele, sinto um abandono que se aproxima do terror.
    Tenhamos esperança! Talvez o conhecimento venha a ser desenvolvido e aplicado em prol da protecção das vidas humanas.

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