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| Vista de Monsaraz (Alqueva) - 2026, Ana Tapadas |
Enquanto isso viajamos na nossa geografia íntima. Somos dois, há tantos anos, que dialogamos mesmo em silêncio.
Algum velho ermita sufi por aqui ficou e, hoje, olharia com espanto, do alto da sua sabedoria, sem compreender os ecos do mundo.
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| Monsaraz, 2026 - Ana Tapadas |
Em paz, na imensa solidão que se instalou, vamos deslumbrando o olhar cansado dos ecrãs das guerras próximas.
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| Monsaraz, 2026 - Ana Tapadas |
Espraiamos o olhar! No tecido da paisagem, ecoam, ainda, na Sarish (Monsaraz), outras batalhas...muçulmanos, judeus, reconquistados, ricos templários, povo sofredor e anónimo. Todos por aqui andaram.
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| Monsaraz, 2026 - Ana Tapadas |
Tu chegaste de longe, mas eu carrego essa herança! Tenho a consciência plena de não poder falar, claramente, da minha herança antiga. Estão difíceis os tempos, fechadas as mentes, reactivos os gestos, pobre a tolerância.
| Monsaraz, visitPortugal |
Abrão Alfarime, hoje, não poderia saudar o seu vizinho. A fé separou os homens. Os humanos que, hoje, importam são artesãos de um mundo em destruição. Resta-nos ir!
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| Alentejo, 2026 - Ana Tapadas |
O que viemos procurar vai connosco na nossa geografia íntima, como sempre - o Amor!





