Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sábado, 28 de fevereiro de 2026

A Paz sem Vencedor e sem Vencidos

 


Algures no Médio Oriente - José Alves


Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos




Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dual



14 comentários:

J.P. Alexander disse...

Los vientos de una tercera guerra mundial cada día se hancen más fuertes. Te mando un beso.

chica disse...

Que a paz para todos se mostre! As coisas andam feias demais nesse mundo!
Feliz Março, beijos, chica

" R y k @ r d o " disse...

Malditos seja quem fomenta as guerras e as alimenta. Haja Paz no mundo.
.
Saudações cordiais e poéticas
.
“” Coração Iluminado
““

.

Juvenal Nunes disse...

Para os tempoe que correm parece-me um conceito demasiado idealista.
Mas a paz será sempre um objetivo a atingir.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes

Isa Sá disse...

Uma triste realidade a que estamos a assister e parece não ter fim à vista.
Isabel Sá
Brilhos da Moda

Jaime Portela disse...

Seia bom, mas a paz sem vencidos não é nada fácil.
Um grande poema da nossa grande poetisa.
Boa semana aminha amiga.
Um beijo.

Fá menor disse...

Ámen!
Bonita e pertinente esta escolha poética. Cada vez ansiamos mais pela paz, que parece tão distante.

Beijinhos e boa semana!

Isa Sá disse...

Infelizmente a paz parece não cIsabel Sá
Brilhos da Moda
hegar.

Janita disse...

Por norma, dentro da anormalidade das guerras, uma guerra só termina quando há um vencedor e, obviamente, um vencido. Os acordos nunca resultam. Há sempre um lado que quebra o acordo.
Não conhecia este poema da Sophia.
Um abraço, Ana!

Luiz Gomes disse...

Bom dia minha querida amiga Ana. Obrigado por falar sobre a Paz, de uma forma tão poética. Vivemos dias tão difíceis. Mais nunca perdemos a esperança. Uma excelente quinta-feira, para você e todos os seus familiares. Grande abraço do seu amigo brasileiro.

Petrus Monte Real disse...

Havia mais de sessenta conflitos armados no último Dia Internacional da Paz. Volvidos cinco meses, quantos mais haverá? Valha-nos a Sophia e o seu belo hino (muito próximo da mensagem cristã!) e valha-nos também a Ode à Paz de Natália Correia, publicada pela Ana no dia 21 de Setembro de 2025! Um grande abraço de amizade!

São disse...

Infelizmente, são os homens a decidir e nestes tempos estamos entregues a humanóides que objectivam exclusivamente os seus interesses sejam de que ordem forem...

Amiga, fraterno abraço e tudo de bom.

lis disse...

Um poema que é uma prece para os dias de hoje .
Ah ,Ana que triste tem sido presenciar os escombros dessa guerra ,
e inocentes perdendo a vida por ganância vaidade poder.
Um abraço querida amiga . Devagar vou voltando aos blogs amigos
que tanto gosto. E retorno também a Genebra para estar de perto com a familia
de lá. Beijinho e fica bem.

Olinda Melo disse...

A Paz sem vencedores nem vencidos.
Era realmente aquilo de que nós precisaríamos,
neste mundo povoado de loucos.
Um dos melhores poemas de Sophia.
Beijinhos
Olinda