Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165
Mostrar mensagens com a etiqueta Andaluzia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Andaluzia. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

DIAS DEPOIS...

Infojardim.com

Hoje caminharemos a pé. O Verão declina. Os corpos amolecem. Pátios maravilhosos nos esperam.


Infojardim.com

Amo gerânios,  que me falam de territórios familiares. Cheiro intenso, feito de um sol a pique. Fortes, quando tantos desistem - gerânios de cor e coragem.

Infojardim.com

Reconheço cores e formas e pasmo de tanta memória, nesta beleza antiga e agreste.

Infojardim.com

 Pouco mais há dizer, não me peças poemas. Surgirão, esses, um dia, feitos de lembrança e tecidos de rotina.

Infojardim.com
Agora, deixa-me apenas fruir e incorporar-me nesta tarde morna, rendilhada de gerânios e de memórias.




Quero deixar assim este Al - Andalus que me devolveu um pouco da identidade que perderei, contidamente,  nos dias mais cinzentos.

Ana


«Te quiero Andalúcia !»


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DIA SEIS - gastronomias

Beringelas - Wikimédia
Assim saberemos que estamos em casa. 
Tudo me fala de um hábito antigo, conhecido na mesa da avó Ana: beringelas fritas com ovo; lentilhas; estas sardinhas abertas e panadas; o divinal gaspacho ...
Avó Ana, foste sempre o meu prumo!
Caminhamos a pé até ao monte. O teu vulto negro de viúva. O meu vulto branco de menina.
A três quilómetros, no calor, o monte é uma miragem. A paisagem plana ilude-nos.
Em noventa anos de vida, nunca tiraste as meias, apesar da inclemência do sol. Morena, de olhos negros, as tuas pernas  eram branquinhas.
- Vamos, vó, as suas beringelas, ali no jardim, têm um cheirinho tão bom!
O avô era loiro, de olhos azuis, alto...muito alto. Quando me erguia nos ombros, o mundo alargava. O avô morreu e eu fiz-te companhia. Era a única neta, nessa época, a neta mais velha...todavia, todos os primos eram mais velhos que eu. Contraditória a vida.
Hoje comerei beringelas.

Comer é [há-de ser sempre] divino, como nos ensinou Confúcio.

Ana

domingo, 29 de agosto de 2010

DIA CINCO - O Triângulo

Alhambra - google images

Inebriemo-nos no triângulo: Granada, Málaga, Córdova.
O sonho encherá a Alhambra de artistas esclarecidos.
Lá fora as escaramuças continuam. Do Calpe, as novas trazem ventos do deserto. De Covadonga, godos decadentes reorganizam investidas. Carlos Magno claudicou nos Pireneus (ali onde repousa Pirene a amada de Hércules) e poetas nocturnos eternizam estas gestas.
Desperto para a beleza dos lugares.
- Mira, tantos alemanes!
Os godos estão de volta e nós havemos de ir às Astúrias, numa próxima partida. Covadonga já nos aguarda. A busca há-de ser multifacetada, sempre.
Na História não há hiatos.


Ana

Alhambra - google images


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

DIA QUATRO

Al - Andalus




                                                  







http://pt.wikipedia.org/wiki/Al-Andalus
http://www.libreria-mundoarabe.com/Boletines/n%BA68%20Feb.09/AndalusiesMudejaresMoriscos.htm

AL -ANDALUS

 Oito séculos de civilização a que pertencemos. Oito séculos que comungamos, ibéricos como nós.
Os meus olhos claros? A minha pele descorada? 
Ana, como se chamou sempre a neta mais velha na minha família e se continua a chamar a neta mais velha da nova geração... não sabias?
Que sabes do Al - Andalus?  
Pensas que tudo começou no norte de África...terás que olhar um pouco mais além este Al - Andalus germinado, talvez, na Pérsia  e embrião do Renascimento.

três culturas

 José ouve-me. É culto, tolerante, mas nasceu no extremo norte...

- Traz-me uns «pescaítos» fritos, por favor.

Ana

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DIA TRÊS


Querida Luna:
Estás por estas horas nos U.S.A., mas penso em ti. A tua índole boa e justa, a suavidade com que olhas o mundo.
Escreves tão bem na minha Língua lusa!
Imagino-te aqui, nestes rostos de mulher e evoco uma velha balada gasta aí pelo Mediterrâneo: Adiós, querida Luna...
Amiga de tantos rostos que essa bela palavra encerra, melodiosa e breve: Luna!
Hoje só ouvirei a melodia da Língua.
Castelhano que canta, som de guitarras dedilhadas que me vão embalando até ao sono.
Adiós, querida Luna.


Ana

Festa Andaluza - José Alves/2010



     








sexta-feira, 30 de julho de 2010

Balada para los poetas

Roteiro de férias

wikipedia



Recordando...à partida...


Autor: Rafael Alberti
In Memoriam
 

Balada para los poetas Andaluces de hoy
 
¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

*
Cantan con voz de hombre, ¿pero donde están los hombres?
con ojos de hombre miran, ¿pero donde los hombres?
con pecho de hombre sienten, ¿pero donde los hombres?

*
Cantan, y cuando cantan parece que están solos.
Miran, y cuando miran parece que están solos.
Sienten, y cuando sienten parecen que están solos.

*
¿Es que ya Andalucia se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Qué en los mares y campos andaluces no hay nadie?

*
¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta?
¿Quién mire al corazón sin muros del poeta?
¿Tantas cosas han muerto que no hay más que el poeta?

*
Cantad alto. Oireis que oyen otros oidos.
Mirad alto. Veréis que miran otros ojos.
Latid alto. Sabreis que palpita otra sangre.

*
No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo.
encerrado. su canto asciende a más profundo
cuando, abierto en el aire, ya es de todos los hombres
Andaluzia
Versão Cantada pelos AguaViva
¿Qué cantan los poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas andaluces de ahora?

Cantan con voz de hombre
Pero, ¿dónde los hombres?
Con ojos de hombre miran
Pero, ¿dónde los hombres?
Con pecho de hombre sienten
Pero, ¿dónde los hombres?

Cantan, y cuando cantan parece que están solos
Miran, y cuando miran parece que están solos
Sienten, y cuando sienten parece que están solos

¿Qué cantan los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué miran los poetas, poetas andaluces de ahora?
¿Qué sienten los poetas, poetas andaluces de ahora?

Y cuando cantan, parece que están solos
Y cuando miran , parece que están solos
Y cuando sienten, parece que están solos (BIS)

Pero, ¿dónde los hombres?

¿Es que ya Andalucía se ha quedado sin nadie?
¿Es que acaso en los montes andaluces no hay nadie?
¿Que en los campos y mares andaluces no hay nadie?

¿No habrá ya quien responda a la voz del poeta,
Quien mire al corazón sin muros del poeta?
Tantas cosas han muerto, que no hay más que el poeta

Cantad alto, oireis que oyen otros oidos
Mirad alto, vereis que miran otros ojos
Latid alto, sabreis que palpita otra sangre

No es más hondo el poeta en su oscuro subsuelo encerrado
Su canto asciende a más profundo,
Cuando abierto en el aire ya es de todos los hombres

Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres
Y ya su canto es de todos los hombres (BIS) 

BOAS FÉRIAS, AMIGOS!