Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

sábado, 7 de junho de 2014

Nunca te esqueças de Kalavrita

Leopold Survage

Que a memória dos homens não tenha a fugacidade destes tempos. Que a História regresse, matéria construtora de um futuro mais humano e justo. 
Na inquietação dos momentos que vivemos, o imediato e o descartável têm a rota do abismo. Mesmo nas mentes mais ternas existem vazios imensos sobre o nosso passado recente. Kalavrita traz-nos a lição necessária, hoje mais do que nunca.
Como foi possível?
Kalavrita, a trágica metáfora.





domingo, 1 de junho de 2014

Dias disto e daquilo



DÉBORA E SUAS CRIANÇAS -  P. P. RUBENS

«O diagnóstico está há muito traçado e até já se sabia que 2013 marcou um novo recorde negativo em termos de natalidade, com apenas 82.787 nados-vivos de mães residentes em Portugal. O Instituto Nacional de Estatística (INE) foi agora mais longe nas contas, a propósito do Dia Mundial da Criança que se assinala este domingo, e concluiu que em 50 anos a percentagem de crianças na população residente passou de 29,2% em 1960 para apenas 14,9% em 2011.» (Público)


terça-feira, 27 de maio de 2014

Fragmentos

Alex Andreev

Diz-me que o mundo ainda está inteiro, que Lazarilhos de Tormes não podem ser tecelões da ruína, que os ideais ainda aí estão intactos e plenos de memória. Diz-me que aprendemos na pedra viva do passado como construir o homem novo desenhado pelo génio. Não me fales da vaidade ufana e vazia. Eu não quero o vazio. Não me digas com Mircea Eliade que é do caos que se constrói o cosmos. Noutras eras conheci Pétain e sei de conivências que o silêncio alimenta. 
Diz-me que não estamos sozinhos.

Ana

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Eurocracias...

 (couves de Bruxelas)
imagens  google


domingo, 4 de maio de 2014

Contos


Hoje celebrou-se o dia da mãe e o meu filho, que bem me conhece, ofereceu-me este exemplar. Já li muitos dos contos que contém, mas o repositório de magia,  a frase curta e o humanismo que se desprendem da prosa de Gabriel Garcia  Marquez sempre me seduzirão. Gosto de contos sul-americanos. Ler será sempre uma das formas de preencher a minha angústia.
O conto que melhor se adequa ao dia de hoje, neste país de súbito Verão, quando se destemperam as quimeras e se encenam os títeres, é um escrito pelo autor em 1950 e a que deu o título de A Noite dos Alcaravões. Aqui deixo um excerto:

«- O que é que estão a fazer aqui? - perguntou.
E nós respondemos:
- Não sabemos. Os alcaravões tiraram-nos os olhos.
A voz disse que tinha ouvido falar disso. Que os jornais tinham dito que os três homens estavam a beber cerveja num pátio onde havia cinco ou seis alcaravões. Sete alcaravões. Um dos homens pôs-se a cantar como um dos alcaravões, imitando-os. [...] 
Disse que era o que os jornais tinham dito, mas que ninguém tinha acreditado.» (pág.437)

Alcaravão