Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165

domingo, 27 de setembro de 2020

Sugestão de leitura

 

                                                                   Temas &Debates


Vivemos tempos complexos. O meu, em particular, vai-se escoando a uma velocidade estonteante. Gosto da lentidão, já se sabe, do resfolegar morno e materno da planície...mas a vida insiste em contrariar-me. Só um vício continuo a alimentar: ler, ler e ler. Assim, por vezes, me tenho que retirar, nesse silêncio e distância. 

Leitora de muitos ensaios, aqui vos deixo uma sugestão bem adequada aos tempos arenosos que pisamos. «Tudo é  Economia», dizem-nos! Frase tão falsa, como perigosa. Sofisticada forma de nazismo, criadora de ilusões de «perfeição» e de «apuramento» de uma forma de ser e de estar. 

Vender a felicidade, sob toda a forma de disfarces parece ser o último dos embustes.



SINOPSE

A indústria da felicidade, que movimenta milhões de euros, garante transformar os indivíduos em pessoas capazes de dominarem os seus sentimentos negativos, e de tirarem o melhor partido de si próprias por meio do controlo completo dos desejos improdutivos e dos pensamentos derrotistas.

Porém, não estaremos perante um novo ardil que visa convencer-nos, uma vez mais, de que a riqueza e a pobreza, o êxito e o falhanço, a saúde e a doença são única e exclusivamente da nossa responsabilidade? E se o propósito da chamada «ciência da felicidade» for a criação de um modelo social individualista que renega qualquer ideia de comunidade?


24 comentários:

vieira calado disse...

Tem mais que se diga saber o que é felicidades...

Não é questão de ricos ou pobre, é questão apenas nossa...

tal qual como somos.

Saudações outonais!


Elvira Carvalho disse...

Vivemos uma época difícil e perigosa. Se recuarmos no tempo, foi depois da pandemia da gripe espanhola que o mundo sofreu grande transformação com o aparecimento de vários ditadores, entre os quais, Hitler e Mussolini.
Abraço, saúde e boa semana

chica disse...

Sempre valem as boas indicações de leitura! Ótima semana! beijos, tudo de bom,chica

Rogério G.V. Pereira disse...

Vou seguir a sugestão
embora passe por momentos
de difícil concentração

mas vou ler, por isso mesmo!

Graça Pires disse...

É realmente um embuste vender a felicidade sob toda a forma de disfarces e de ardis. Concordo contigo, Ana. Pela sinopse que nos trazes deve ser um livro interessante de ler e bastante reflexivo.
Uma boa semana com muita saúde.
Um beijo.

Edum@nes disse...

Penso que será diversa a felicidade,
nunca ninguém terá o que sempre quis
não querendo entrar em contrariedade
cada um com as suas ideias seja feliz!

Tenha uma boa noite amiga Ana. Beijos.

Megy Maia disse...

Resumo todo o conteúdo do texto a uma frase:
Felicidade não se compra nem se vende!
Continuação de uma semana feliz!
Um doce beijinho!🌺🌼🌻
Megy Maia🌈

alfacinha disse...

Muito interessante
Cumprimentos de Flandres
beijo

Juvenal Nunes disse...

Enquanto o homem socialmente integrado se continuar a interrogar, há uma evidência de insatisfação, mas também uma predisposição para mudar as coisa para melhor.
Abraço.
Juvenal Nunes

Maria João Brito de Sousa disse...

Aqui está um livro que eu muito gostaria de poder ler. Fica para daqui a uns bons tempos, que o título não é daqueles que se esqueçam facilmente.

Obrigada e um beijinho, Ana.

São disse...

Excelente sugestão, que vou tentar cumprir.

O pensamento positivo e afins podem ser ( e são ) muitas vezes manipulados congtra nós por quem detém vários tipos de interesses.

Bejinho carinhoso e grato.

Luísa Fernandes disse...

Olá Ana!
Um texto bem interessante, que é caso a pensar
em tempos de pandemia e dias difíceis a contornar.
Obrigada Ana pela sugestão e pela visita na minha página.
Beijinhos
Luisa

Luiz Gomes disse...

Boa tarde Ana a felicidade é sempre bem-vinda.

Daniela Silva disse...

Como tenho saudades dos dias que passavam lentamente. Bjinho

Manuel Veiga disse...

uma felicidade "imbecil" nos propõe a "Sociedade do Espectáculo"
e a sua "indústria do entretimento"

o bebé e a chucha são o máximo! como símbolo
substitui o seio materno e a criancinha fica "iludida" e... feliz!

beijo, querida amiga

Ulisses de Carvalho disse...

olá, Ana! é como gente que só mostra o lado iluminado nas redes sociais, por exemplo, agindo como se não tivesse sombras (e é preciso saber reconhecer as próprias sombras, como escreveu Jung). quem se permite viver sob uma ditadura da felicidade corre o grande risco de perder a capacidade empática, inclusive. um abraço.

Majo Dutra disse...

Gostei da sugestão, Ana.
Um tema muito interessante, sem dúvida.
Bom fim de semana, querida amiga.
Beijinhos
~~~~

vieira calado disse...

Olá, amiga!

Eu desconfio muito do que possa estar por detrás de tudo isto.

Há incomensuráveis interesses de gente que é capaz de tudo!

E mais não digo.

Saudações outonais!

Jaime Portela disse...

O problema é que há muitos compradores e utilizadores obsessivos de produtos da indústria da felicidade... é a lei da oferta e da procura a tentar conduzir-nos para hábitos que vão dando cada vez mais lucros aos manipuladores comerciais da sociedade.
Deve ser um livro interessante, obrigado pela partilha.
Bom fim de semana, querida amiga Ana.
Beijo.

A.S. disse...

Já tinha visto o livro. Pela sinopse que faz, fiquei curioso. Obviamente vou comprar.
Grato pela sugestão!
Votos de um bom fim de semana.
Um abraço!

CÉU disse...

"Eles" só veem números, mas não é assim que somos felizes.
Gosto sempre de te ler. Fazes-me refletir.

Beijos e bom final de semana.

Vânia Moraes disse...

Grande dica...
obrigada!

Beatriz Bragança disse...

Querida Ana
Venho agradecer a sua presença no meu humilde blog.
Obrigada pela sugestão de leitura.
Acabo de ler uma tradução de um livro americano que diz, por outras palavras, o mesmo: que tudo depende do nosso pensamento, inclusive a cura das nossas doenças!!!
Bom fim de semana.
Um beijinho
Beatriz

Victor Barão disse...

Eu que aquém e além de gostar, acima de tudo necessito reflectir tão profunda e transversalmente quanto possível, tendo como tal de admitir que este tipo de temática não me é em absoluto indiferente ou lateral _ tanto mais ou menos assim quanto não raro reflito a partir de dentro do motivo da própria reflexão, o que não sendo absolutamente fácil, se me torna no entanto e no limite, como ao nível aqui em causa, inconformadamente indispensável.
Seguramente um excelente motivo de leitura e reflecção
Abraço
VB