Frio e luminoso mês de janeiro
Em que as trevas assolam o país,
Horizonte largo de brilho derradeiro
Onde a Justiça se confunde na raíz.
Frio ardiloso e este sol rotineiro
Que pisa a herança da sua matriz.
Sonho largo, abraço verdadeiro,
Afeto, linha pura que sempre quis.
Ergue-te e vela, a tirania espreita!
Ergue-te e sonha o largo horizonte
No moribundo país que se estreita!
Além na colina e aqui neste monte,
Tua coluna frágil, moldável, endireita
E olha em frente da tua reta fronte!
Ana Tapadas, SUL SERENO, p.52
Caiu granizo e uma chuva intensa, e as nuvens partiram, a madrugada trouxe, então, as cores do improvável. O improvável está sempre à espreita e, na primeira ocasião, instala-se.
| Hoje, de madrugada. |
Não gostaria de envelhecer no país em que fui criança!
(Sim, é uma metáfora.)

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