Frio e luminoso mês de janeiro
Em que as trevas assolam o país,
Horizonte largo de brilho derradeiro
Onde a Justiça se confunde na raíz.
Frio ardiloso e este sol rotineiro
Que pisa a herança da sua matriz.
Sonho largo, abraço verdadeiro,
Afeto, linha pura que sempre quis.
Ergue-te e vela, a tirania espreita!
Ergue-te e sonha o largo horizonte
No moribundo país que se estreita!
Além na colina e aqui neste monte,
Tua coluna frágil, moldável, endireita
E olha em frente da tua reta fronte!
Ana Tapadas, SUL SERENO, p.52
Caiu granizo e uma chuva intensa, e as nuvens partiram, a madrugada trouxe, então, as cores do improvável. O improvável está sempre à espreita e, na primeira ocasião, instala-se.
| Hoje, de madrugada. |
Não gostaria de envelhecer no país em que fui criança!
(Sim, é uma metáfora.)

16 comentários:
Quando ao frio Janeiro
Se junta um todo poético
Minha Alma se sente aquecida
Beijo de fã
Não sei se o que mais me espantou foi o improvável soneto ou a improvável aurora boreal, Ana.
O Cúmulo-prateleira-onda da primeira imagem também é impressionante, mas já vi alguns grandiosos e bastante semelhantes.
De qualquer forma, é o poema que nos incita a "erguer-nos e a velar". Fá-lo-ei enquanto me restar um pingo de força.
Um beijo
Wow, this is beautifully poetic! 🌅 I love how you capture the magic of unexpected moments—how the improbable quietly waits, then bursts into color. Truly evocative and thought-provoking. ✨💭
Absolutely stunning imagery! 🌦️ The way you describe the improbable settling in makes the scene feel alive and almost magical—like nature itself is full of surprises just waiting to appear. ✨🎨
Nunca vi uma nuvem dessas ao vivo nem auroras boreais e, sinceramente, embora as ache magníficas ( a tua foto comprova-o) não me agrada que sejam vistas em Portugal , pois é sinal de que algo se passa no Sol.
Parabéns pelo soneto !
Pois, também não quero envelhecer num país igual ao da minha vida até aos 24 anos.
Carinhoso abraço, minha querida amiga.
Belíssimas e arrepiantes fotos! Um poema magnífico e tão actual!
E... tenhamos sempre em nós a pureza de criança!
Beijinhos, amiga Ana Tapadas! Tudo de muito bom!
Bella imagen . Hermoso poema. Te mando un beso.
Querida Ana,
Que belas imagens ilustram o seu reflexivo poema, acredito que as "trevas" assolam muitos países, inclusive a maior nação do mundo. Mesmo neste cenário caótico é muito bom ter pessoas como você que sabem fazer uma crítica da sociedade em forma de poema e de certa forma alertar as pessoas fazendo-as pensar.
Um abraço!
Olá minha querida amiga Ana. Fiquei espantado com a aurora boreal e que nunca apareceu em outros lugares. Grande abraço do seu amigo brasileiro.
Que passe rápido este mês e que venha a primavera.
Isabel Sá
Brilhos da Moda
No Algarve, também estamos passando por um Janeiro atípico.
De frio e sol radiantes, andamos sujeitos à série de tempestades provocados pela tal Ingrid...
Um belo soneto expressivo e muito pertinente.
Que tudo suceda pelo melhor.
Beijinhos
~~~~
Os fenómenos atmosféricos podem ser catastróficos ou dignos de serem apreciados.
Belo poema e bela captação de imagens.
Bom fim de semana.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes
Olá, amiga Ana, gostei imenso de ler esse magnífico poema,
poema para mais de uma leitura.
Um bom final de semana,
abraço, amiga.
Olá, Ana, belíssimo poema, a nuvem é assustadora,
mas a foto abaixo é belíssima!!
Fiquei algum tempo olhando, uma obra de arte da natureza!
Uma feliz semana, com muita paz.
Beijos.
Um poema que me agradou imenso e uma imagem maravilhosa. A Natureza é muito inspiradora.
Tudo de bom, minha Amiga Ana.
Um beijo.
Num país que se estreita há que ver claro o que nos cerca.
Este soneto é uma delícia, excelente.
Boa semana minha amiga.
Um beijo.
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