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UNAM, Cidade do México |
Por estes dias andei imparável, rodopiando na rotina e preparando uma videoconferência com o meu amigo Xavier Narval. Ele e dois amigos ( Ximena Luna e Juan Contreras) falaram, desde a cidade do México, aos alunos da minha escola. Num castelhano doce e pausado trouxeram-nos a memória de um povo antigo, as tradições pré-colombianas, a cultura de um território americano - imenso e belo - a recordar-nos que o mundo vai além do, dito, Ocidente e do declínio a que, estupefactos, vamos assistindo, por aqui.
Obrigada.
Aqui fica um convite à leitura da poesia mexicana.
Tus Ojos
Tus ojos son la patria del relámpago y de la lágrima,
silencio que habla,
tempestades sin viento, mar sin olas,
pájaros presos, doradas fieras adormecidas,
topacios impíos como la verdad,
o toño en un claro del bosque en donde la luz canta en el hombro de un árbol y son pájaros todas las hojas,
playa que la mañana encuentra constelada de ojos,
cesta de frutos de fuego,
mentira que alimenta,
espejos de este mundo, puertas del más allá,
pulsación tranquila del mar a mediodía,
absoluto que parpadea,
páramo.