Espera-se aqui um poema ou quase, porque já foi dito que só brinco com as palavras. Espera-se aqui uma brincadeira com palavras, mas isto não anda para brincadeiras...
Não, não me sei zangar. Aves de luz incendeiam o poente e seremos sobreviventes boreais. Caminharemos até ao limiar daquele horizonte distante onde os homens sabem que as coisas simples lhes trarão, sempre, sossegos inesperados. Somos mendigos de sonhos e esses não se deixarão abater pelos rigores da História.
Quando, compulsivamente, lia Arnold J. Toynbee mal saía da adolescência e acreditei que todas as civilizações: nascem, crescem e se preparam para a queda abissal.
Não me tragas agora modelos e paradigmas.
A História atrai, mas não emociona. O meu destino é o infinito, onde uma poeira cósmica não é um padrão comum. O meu destino é o nada inicial para onde caminhamos inexoravelmente. Se lá no início estiver Deus, será bem diferente desta cacografia mundana.
O discurso moribundo dos economistas assola o meu país. O sebastianismo já grassa por sobre a desgraça...
E que tal partirmos, em naves de sonho, em nuvens de aves, para Gliese. 581g onde, talvez, haja seres impolutos, justos e fraternos?
Antoine de Saint-Exupéry diz: “No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele”.
Rafal Olbinski
Após um dia de intenso trabalho com QIM (Quadros Interactivos Multimédia), venho deixar-vos um SORRISO.