Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165
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domingo, 29 de outubro de 2023

Sugestão de leitura - Amos Oz

 



      Com uma melhoria significativa na minha visão do olho esquerdo, atiro-me à leitura. Dias de sangue e de chuva intensa, levam-me a Amos Oz - ainda não tivera ocasião de encontrar este seu livro.

"Se não houver aqui dois estados, e rapidamente, é muito possível que, para retardar a criação de um estado árabe do mar até ao Jordão, se erga aqui, temporariamente, uma ditadura de judeus fanáticos… de características raciais, que subjugará com mão de ferro quer os árabes quer os seus opositores judeus. Uma ditadura destas não terá uma vida longa." (...) 
As guerras continuarão  (...)"até à queda da Autoridade Palestiniana e à ascensão do Hamas ou de um factor mais radical e fanático do que o Hamas."(Amos OZ) 

    O autor morreu em 2018, mas poderia ter escrito hoje estas palavras. 
     
    
Amos Oz (1939-2018) é o escritor israelita mais conhecido e lido no mundo. Nascido em Jerusalém, viveu os últimos anos da sua vida em Telavive. Dedicou-se à militância a favor da paz entre palestinianos e israelitas, foi professor de literatura na Universidade BenGurion, no deserto do Neguev, e membro da Academia da Língua Hebraica. Os seus livros receberam as mais importantes distinções internacionais, incluindo o Prémio Femina (1988), o Prémio da Paz dos Livreiros Alemães (1992), o Prémio Israel de Literatura (1998), o Prémio Goethe (2005), o Prémio Grinzane Cavour (2007), o Prémio Príncipe das Astúrias (2007), o Prémio Franz Kafka (2013), o Prémio Pak Kyongni (Coreia, 2015) e o Prémio Bottari Lattes Grinzane (Itália, 2016). Judas, o seu último romance, foi galardoado com o Prémio Internacional de Literatura – Casa das Culturas do Mundo 2015 (Alemanha) . (WOOK)