Rara Avis in Terris, JUVENAL, Sátiras, VI, 165
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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Indigências...







Umberto Eco partiu e, na minha caminhada absorta, aquilo que mais estranheza me causou foi o facto de ele já ter completado oitenta e quatro anos - Tempus fugit. Quem fez o meu percurso, conhece-o especialmente pela sua proposta teórica de 1976 a propósito da teoria do signo e da Semiótica. A sua definição é fascinante, até hoje: estuda tudo quanto possa ser usado para mentir




Assoberbada pelo trabalho, ausente do blogue e da vida em geral, entregue aos outros, mais frágeis e velhos, até à exaustão...aborrece-me esta comunicação social leviana e fútil que parece não saber olhar e fala assim do mestre do OLHAR! Reduzido ao romance O Nome da Rosa ou encaminhado para o filme que se aproveitou do livro escrito, Eco parte da imprensa portuguesa. Indigência daquilo em que nos tornámos. 

Ninguém é obrigado a conhecer a obra do professor e ensaísta, mas o jornalismo tem o dever de informar para lá da superfície. Suspeito que alguns jornalistas nem leram o romance que citam...