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| Sempre acompanhado por guia, Erik Futtrup visitou sozinho alguns sítios arqueológicos da Líbia |
O planeta parece estar a enlouquecer e os humanos a perderem a noção da sua humanidade. Nunca fui particularmente pessimista, mas como acreditar neste enviesamento amostral que nos vai fechando em bolhas noticiosas e vontades de hedonismos vários a que o tempo convida?
Para onde estará a ser remetida a memória histórica? O nosso compromisso colectivo? O nosso testemunho (se mais velhos) perante as novas gerações? Como poderemos acusá-los de fúteis ou de egoístas?
Correm notícias sobre Marrocos, trágicas notícias.
Por onde anda o rei desse imenso e vizinho país?
O monarca marroquino passa grande parte do tempo em França, dividido entre a mansão em Paris, a cerca de 700 metros da Torre Eiffel, ou num castelo na comuna de Betz, a 72 quilómetros de Paris.
A mansão em Paris, do lado esquerdo do Sena, foi construída em 1912, tem dez quartos, uma piscina, um salão de jogos, spa, salão de cabeleireiro, uma sala de conferências, um jardim de 3.300 m² e um vasto terraço com vista da capital francesa, descreve o 'The Times'." (Flash)
Correm notícias sobre a Líbia, trágicas notícias. Não tantas, por sinal...
Passaram os romanos, os gregos, os otomanos, os italianos, explorou-se o petróleo, os ditadores, as "primaveras", encheram-se as praças...intervenções militares e abandonos, as tantas guerras fratricidas...as, pelo menos, quatro facções que dizem governar um não Estado!
Sob o controle do governo baseado em Tobruque e Aliados
Sob o controle do Novo Congresso Geral Nacional e Aliados
Sob o controle de forças locais
Sob o controle de forças tuaregues (fonte: WIKI)
| TSF, on-line |
A Humanidade que se perde e se transaciona para o Ocidente nas tantas rotas das migrações que sempre ocorrem quando a instabilidade se instala e o perigo ou a fome espreitam.
A Humanidade que esgota recursos e sofre as consequências, pois se esquece dos ensinamentos e da História.
Em 1969, o meteorologista Edward Lorenz usava a metáfora que o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.
pela Dra. Naraelle Hohensee

Pinturas rupestres, região de Tadrart Acacus, Líbia, 12.000 a.C a 100 d.C (foto: Luca Galuzzi, CC BY-SA 2.5)
Os sítios de arte rupestre de Tadrart Acacus sobreviveram por 14.000 anos no deserto do sul da Líbia, mas eles agora estão sob séria ameaça. Desde 2009, o vandalismo tem sido um problema contínuo: pichações foram feitas com spray na superfície de muitas das pinturas, e pessoas gravaram suas iniciais na rocha. Mas apesar dos alertas da UNESCO e de outras organizações para o governo intervir com restaurações e medidas de segurança, os esforços para proteger esse antigo e precioso sítio têm sido gravemente prejudicados por conflitos armados e caos político.
A DEFESA DO POETA
(...)
Sou em código o azul de todos
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes.
(...)
Natália Correia







